Os expulsos
“Entre o eu e a vida abriu-se um hiato, que faz daquela não mais a sua vida, mas um território onde ele não consegue penetrar e se inserir, um lugar estranho que não lhe pertence e ao qual não se sente pertencer, uma contínua fuga de algo que nunca possuiu e que portanto não é seu, mas do qual sente nostalgia como se o tivesse perdido”
(prólogo do livro Niels Lyhne, do escandinavo Jens Peter Jacobsen, publicado em 1880)
É uma sensação esquisita. Está tudo bem, nada de grave aconteceu, mas você não está legal. Não aguenta mais o trânsito, palco das maiores grosserias, e o que é pior: flagra a si mesmo praguejando na hora do rush, quando sabe que é preciso ter paciência e sair mais cedo de casa, pois os trajetos estão tomando mais tempo.
Está todo mundo nervoso por razões que não necessariamente o fato de você ter cruzado à frente – você que também vive numa pressa danada. Ainda assim, mesmo com toda a compreensão sobre o assunto, que desânimo.
Lê nos jornais que o metrô está longe de sair do papel e suspira. Tampouco se sente seguro para andar de bicicleta em meio ao caos urbano. E não se atreve a dizer em voz alta (é politicamente incorreto), mas até os pedestres estão abusando da soberania que possuem.
Atiram-se na frente dos carros, longe das faixas, com a empáfia de donos da lei, como se não houvesse leis para eles também.
Você já não suporta dar e ouvir tanta opinião, e se choca com os desaforos anônimos que inundam as redes sociais.
Quanto mais se enaltece o bom humor, mais aumenta o número de pobres de espírito , pessoas com uma nuvem negra sobre a cabeça, inquisidores a apontar falhas, criticar, debochar. Todos se julgam aptos a dar lições quase não há mais humildade em aprender. Você sabe que não é melhor do que ninguém, porém gostaria de ser melhor do que você mesmo, mas como?
São tantos avanços tecnológicos, atualizações de vocabulário, acontecimentos, modismos, tendências, como absorver? O dia de ontem torna-se obsoleto a cada nascer do sol, e essa renovação constante não lhe excita, ao contrário, dá preguiça.
Você queria mesmo era se refugiar numa casa de campo ao melhor estilo Zé Rodrix, com seus amigos, seus discos, seus livros e nada mais.
Mas você não faz o tipo ermitão a quem bastaria uma hora para sobreviver. Você gosta de ir ao cinema, viajar, conversar, ainda tem curiosidade sobre o mundo. Só que curiosidade moderada não é suficiente. Não basta ter um interesse médio. É preciso acompanhar tudo. Já nem tento.
Será assim mesmo que a velhice anuncia que está chegando?
Preferia pensar que é a sabedoria batendo à porta. Não precisar de tanta gente em volta (“Não sofrer de solidão, e sim de multidão” – Nietzsche), não se cobrar modernidade não se envergonhar de usar ferramentas antigas. Mas nada disso é sábio, dizem os outros. É desistência. Talvez você se sinta como eu. Prestes a ser expulsa da própria vida.
01 maio 2012
01 abril 2012
Crônica interessante!!
Famoso quem?
Crônica da escritora Cláudia Laitano peblicada no jornal Zero Hora do dia 31 de março de 2012 (sábado)
Quem é a pessoa mais famosa do mundo? Digite isso no Google, e as respostas serão tão insólitas quanto divertidas: “Jesus, Bento 16 e Britney Spears”, “Deus, Michael Jackson, Beatles e Madonna”, “Oprah, Obama e Lady Gaga”.
Famoso pra quem, cara-pálida?, seria a resposta mais adequada. A maior surpresa da cerimônia de entrega do Grammy, realizada em fevereiro, não foram os muitos prêmios de Adele (conhece?), mas a multidão de internautas que durante a festa perguntava nas redes sociais quem era, afinal, aquele coroa sorridente que estava sendo homenageado no palco. Ter feito parte da maior banda de rock do mundo e estar na ativa há mais de 50 anos queria dizer abacate para os fãs de Rihanna e Lady Gaga: Paul McCartney levou um sonoro e virtual “famoso quem?”.
Esta semana, aconteceu um fenômeno parecido aqui no Brasil nas horas que se seguiram à morte de Millôr Fernandes. Enquanto boa parte dos adultos letrados lamentava a perda de um dos pensadores mais lúcidos do Brasil, uma multidão de inocentes perguntava-se quem, diabos, era aquele sujeito bom de trocadilhos que andavam citando tanto no Twitter. A movimentação foi tamanha, que um gaiato decidiu criar o blog quememillorfernandes.tumblr.com, reunindo manifestações do tipo: “Vei... Eu nem sabia quem era Millôr Fernandes, daí essa pessoa morre e vira gênio do nada!”.
Nossa primeira reação diante da ignorância alheia (principalmente com relação aos nossos ídolos) é amaldiçoar a estupidez humana e a corrupção dos tempos. Menos. Atire a primeira lápide quem nunca foi surpreendido pela consternação em torno da morte de um “famoso quem?”. Todo mundo tem buracos negros em sua cultura geral – e quem acha que não tem provavelmente está mal informado. (“Não é que com a idade você aprenda muitas coisas; mas você aprende a ocultar melhor o que ignora”, escreveu o próprio Millôr, mestre na arte de não se levar muito a sério.)
Diante de um fato que ilumina nossa vasta e espessa ignorância, temos duas atitudes possíveis: desprezar a nova informação (se eu não sei e os meus amigos não sabem, não faço muita questão de saber) ou procurar entender do que estão falando. Na era da superabundância de informação, porém, eleger prioridades tem se tornado cada vez mais difícil: cultura pop e cultura erudita, diversão e notícias, presente e passado, muitas vozes disputam nosso tempo e nossa atenção. O sujeito que se orgulha de nunca ter ouvido falar de Millôr ou Paul McCartney pode desprezar quem é leigo em Bruno Mars ou Angry Birds (“Em que mundo você vive, macróbio alienado?”). Tanta informação disponível pode ser encarada com arrogância, por quem se convence de que já sabe tudo o que precisa saber, ou com angústia, por quem é permanentemente assolado pela sensação de que está perdendo alguma coisa.
Quem nunca ouviu falar de Millôr Fernandes pode ser digno tanto de pena quanto de inveja. Pena se perder a chance de dar-se ao trabalho (e ao prazer) de descobrir por que tanta gente gostava dele. Inveja porque só quem não o conhecia pode desfrutar o prazer irrepetível de ler Millôr pela primeira vez.
Crônica da escritora Cláudia Laitano peblicada no jornal Zero Hora do dia 31 de março de 2012 (sábado)
Quem é a pessoa mais famosa do mundo? Digite isso no Google, e as respostas serão tão insólitas quanto divertidas: “Jesus, Bento 16 e Britney Spears”, “Deus, Michael Jackson, Beatles e Madonna”, “Oprah, Obama e Lady Gaga”.
Famoso pra quem, cara-pálida?, seria a resposta mais adequada. A maior surpresa da cerimônia de entrega do Grammy, realizada em fevereiro, não foram os muitos prêmios de Adele (conhece?), mas a multidão de internautas que durante a festa perguntava nas redes sociais quem era, afinal, aquele coroa sorridente que estava sendo homenageado no palco. Ter feito parte da maior banda de rock do mundo e estar na ativa há mais de 50 anos queria dizer abacate para os fãs de Rihanna e Lady Gaga: Paul McCartney levou um sonoro e virtual “famoso quem?”.
Esta semana, aconteceu um fenômeno parecido aqui no Brasil nas horas que se seguiram à morte de Millôr Fernandes. Enquanto boa parte dos adultos letrados lamentava a perda de um dos pensadores mais lúcidos do Brasil, uma multidão de inocentes perguntava-se quem, diabos, era aquele sujeito bom de trocadilhos que andavam citando tanto no Twitter. A movimentação foi tamanha, que um gaiato decidiu criar o blog quememillorfernandes.tumblr.com, reunindo manifestações do tipo: “Vei... Eu nem sabia quem era Millôr Fernandes, daí essa pessoa morre e vira gênio do nada!”.
Nossa primeira reação diante da ignorância alheia (principalmente com relação aos nossos ídolos) é amaldiçoar a estupidez humana e a corrupção dos tempos. Menos. Atire a primeira lápide quem nunca foi surpreendido pela consternação em torno da morte de um “famoso quem?”. Todo mundo tem buracos negros em sua cultura geral – e quem acha que não tem provavelmente está mal informado. (“Não é que com a idade você aprenda muitas coisas; mas você aprende a ocultar melhor o que ignora”, escreveu o próprio Millôr, mestre na arte de não se levar muito a sério.)
Diante de um fato que ilumina nossa vasta e espessa ignorância, temos duas atitudes possíveis: desprezar a nova informação (se eu não sei e os meus amigos não sabem, não faço muita questão de saber) ou procurar entender do que estão falando. Na era da superabundância de informação, porém, eleger prioridades tem se tornado cada vez mais difícil: cultura pop e cultura erudita, diversão e notícias, presente e passado, muitas vozes disputam nosso tempo e nossa atenção. O sujeito que se orgulha de nunca ter ouvido falar de Millôr ou Paul McCartney pode desprezar quem é leigo em Bruno Mars ou Angry Birds (“Em que mundo você vive, macróbio alienado?”). Tanta informação disponível pode ser encarada com arrogância, por quem se convence de que já sabe tudo o que precisa saber, ou com angústia, por quem é permanentemente assolado pela sensação de que está perdendo alguma coisa.
Quem nunca ouviu falar de Millôr Fernandes pode ser digno tanto de pena quanto de inveja. Pena se perder a chance de dar-se ao trabalho (e ao prazer) de descobrir por que tanta gente gostava dele. Inveja porque só quem não o conhecia pode desfrutar o prazer irrepetível de ler Millôr pela primeira vez.
Mostra Multiarte - Exposição em Novo Hamburgo
Novo Hamburgo completa 85 anos com muitas atividades festivas
O município iniciou sua trajetória em 5 de abril de 1927. Antes a cidade era um distrito de São Leopoldo, mas em pouco tempo ela acabou por tornar-se uma das mais populosas e importantes do Rio Grande do Sul. Todo o desenvolvimento e a formação deste Município como um grande centro populacional, comercial e de tecnologia (principalmente no setor coureiro-calçadista), pode ser agregado ao fato de cada cidadão acreditar neste lugar. É valorizando este sentimento que a Prefeitura elaborou uma programação especial para comemorar estes 85 anos de história.
Do dia 31 de março ao dia 15 de abril serão realizadas diversas atividades gratuitas na Praça do Imigrante (bairro Centro), como shows regionais e nacionais, teatro, exposições, bailes, prestação de contas e muito mais. Além dos principais eventos, atividades paralelas, ligadas à áreas como esporte, cultura, saúde e desenvolvimento social, ocorrerão em diversos locais. Também estão previstas mais de quinze lançamentos e inaugurações de obras. “A comemoração do aniversário da cidade é, na verdade, um grande presente que a comunidade dá a si mesma. Por isso fazemos um convite especial para que os hamburguenses participem das atividades propostas, que abrangem todas as idades e todos os gostos”, informa o prefeito Tarcísio Zimmermann.
Entre as atividades programadas está o “Projeto VERNISSAGE”, com abertura marcada para o próximo dia 4 de abril de 2012, às 19h, que é uma Mostra Multiarte: artes plásticas, instalações, artes cênicas, fotografia, cinema falado. Entre os participantes da mostra está nossa ex-colega: RUTH AULER, acompanhada de Marciano Schmitz, Uéslei Fagundes, Denise Wichmann, Eduardo Rick Martins, Karin Elisabeth Kopittke, Xisto, Rogério Severo, Suzana Pires e Joel Garcia. Local: Espaço Cultural Albano Hartz – Calçadão Osvaldo Cruz.
O município iniciou sua trajetória em 5 de abril de 1927. Antes a cidade era um distrito de São Leopoldo, mas em pouco tempo ela acabou por tornar-se uma das mais populosas e importantes do Rio Grande do Sul. Todo o desenvolvimento e a formação deste Município como um grande centro populacional, comercial e de tecnologia (principalmente no setor coureiro-calçadista), pode ser agregado ao fato de cada cidadão acreditar neste lugar. É valorizando este sentimento que a Prefeitura elaborou uma programação especial para comemorar estes 85 anos de história.
Do dia 31 de março ao dia 15 de abril serão realizadas diversas atividades gratuitas na Praça do Imigrante (bairro Centro), como shows regionais e nacionais, teatro, exposições, bailes, prestação de contas e muito mais. Além dos principais eventos, atividades paralelas, ligadas à áreas como esporte, cultura, saúde e desenvolvimento social, ocorrerão em diversos locais. Também estão previstas mais de quinze lançamentos e inaugurações de obras. “A comemoração do aniversário da cidade é, na verdade, um grande presente que a comunidade dá a si mesma. Por isso fazemos um convite especial para que os hamburguenses participem das atividades propostas, que abrangem todas as idades e todos os gostos”, informa o prefeito Tarcísio Zimmermann.
Entre as atividades programadas está o “Projeto VERNISSAGE”, com abertura marcada para o próximo dia 4 de abril de 2012, às 19h, que é uma Mostra Multiarte: artes plásticas, instalações, artes cênicas, fotografia, cinema falado. Entre os participantes da mostra está nossa ex-colega: RUTH AULER, acompanhada de Marciano Schmitz, Uéslei Fagundes, Denise Wichmann, Eduardo Rick Martins, Karin Elisabeth Kopittke, Xisto, Rogério Severo, Suzana Pires e Joel Garcia. Local: Espaço Cultural Albano Hartz – Calçadão Osvaldo Cruz.
21 março 2012
Um convite recebido do Leo Brust desde Salamanca - Espanha
De: Leo Brust [mailto:brustleo@yahoo.es]
Enviada em: quarta-feira, 21 de março de 2012 13:26
Para: undisclosed recipients:
Assunto: Rv: Entrega de los Premios Extraordinarios de Doctorado y de los Premios de Grado 2010-2011
Queridos amigos,
Les invito al acto de entrega de los Premios Extraordinarios de Doctorado correspondientes al curso 2010-2011 - uno de los cuales me ha sido concedido - que el viernes, día 23 de marzo de 2012 a las 12 horas, tendrá lugar en el Paraninfo del Edificio de Escuelas Mayores de la Universidad de Salamanca.
Un cordial saludo a todos.
Léo Brust
----- Mensaje reenviado -----
De: Secretaría General - Universidad de Salamanca
Para: Secretaría General - Universidad de Salamanca
Enviado: Jueves 23 de febrero de 2012 10:43
Asunto: Entrega de los Premios Extraordinarios de Doctorado y de los Premios de Grado 2010-2011
Le informamos que el viernes, día 23 de marzo de 2012 a las 12 horas, tendrá lugar en el Paraninfo del Edificio de Escuelas Mayores el acto Académico de entrega de los Premios Extraordinarios de Doctorado y de los Premios de Grado correspondientes al curso 2010-2011, uno de los cuales le ha sido concedido.
En unos días se le remitirá la invitación correspondiente con el programa del acto y, para una mejor organización del mismo, le agradeceríamos nos confirme su asistencia en el correo protocolo@usal.es tlf. 923 29 4423 (Área de Protocolo)
La entrada de invitados es libre hasta completar el aforo pero si alguna de las personas que le acompañará tuviera alguna necesidad especial puede comunicarlo en el correo antes indicado para que realicen la oportuna reserva. Si necesita información acerca del Premio que le ha sido concedido no dude en contactar con la Secretaría General (secr.general@usal.es o tlf.923 294415).
Reciba un saludo y mi más cordial enhorabuena.
Ana Cuevas
__________________________
Ana Cuevas Badallo
Secretaria General
Universidad de Salamanca
Patio de Escuelas, 1
Teléfono: 34 923 294 415
Fax: 34 923 294 577 y 34 923 294
La sostenibilidad es nuestro compromiso, cuide la naturaleza. Gracias por imprimir sólo lo necesario.
Este mensaje es privado y confidencial y solamente para la persona a la que va dirigido. Si usted ha recibido este mensaje por error, no debe revelar, copiar, distribuir o usarlo en ningún sentido. Le rogamos lo comunique al remitente y borre dicho mensaje y cualquier documento adjunto que pudiera contener. No hay renuncia a la confidencialidad ni a ningún privilegio por causa de transmisión errónea o mal funcionamiento.
Los correos electrónicos no son seguros, no garantizan la confidencialidad ni la correcta recepción de los mismos, dado que pueden ser interceptados, manipulados, destruidos, llegar con demora, incompletos, o con virus. La Universidad de Salamanca no se hace responsable de las alteraciones que pudieran hacerse al mensaje una vez enviado.
Enviada em: quarta-feira, 21 de março de 2012 13:26
Para: undisclosed recipients:
Assunto: Rv: Entrega de los Premios Extraordinarios de Doctorado y de los Premios de Grado 2010-2011
Queridos amigos,
Les invito al acto de entrega de los Premios Extraordinarios de Doctorado correspondientes al curso 2010-2011 - uno de los cuales me ha sido concedido - que el viernes, día 23 de marzo de 2012 a las 12 horas, tendrá lugar en el Paraninfo del Edificio de Escuelas Mayores de la Universidad de Salamanca.
Un cordial saludo a todos.
Léo Brust
----- Mensaje reenviado -----
De: Secretaría General - Universidad de Salamanca
Para: Secretaría General - Universidad de Salamanca
Enviado: Jueves 23 de febrero de 2012 10:43
Asunto: Entrega de los Premios Extraordinarios de Doctorado y de los Premios de Grado 2010-2011
Le informamos que el viernes, día 23 de marzo de 2012 a las 12 horas, tendrá lugar en el Paraninfo del Edificio de Escuelas Mayores el acto Académico de entrega de los Premios Extraordinarios de Doctorado y de los Premios de Grado correspondientes al curso 2010-2011, uno de los cuales le ha sido concedido.
En unos días se le remitirá la invitación correspondiente con el programa del acto y, para una mejor organización del mismo, le agradeceríamos nos confirme su asistencia en el correo protocolo@usal.es tlf. 923 29 4423 (Área de Protocolo)
La entrada de invitados es libre hasta completar el aforo pero si alguna de las personas que le acompañará tuviera alguna necesidad especial puede comunicarlo en el correo antes indicado para que realicen la oportuna reserva. Si necesita información acerca del Premio que le ha sido concedido no dude en contactar con la Secretaría General (secr.general@usal.es o tlf.923 294415).
Reciba un saludo y mi más cordial enhorabuena.
Ana Cuevas
__________________________
Ana Cuevas Badallo
Secretaria General
Universidad de Salamanca
Patio de Escuelas, 1
Teléfono: 34 923 294 415
Fax: 34 923 294 577 y 34 923 294
La sostenibilidad es nuestro compromiso, cuide la naturaleza. Gracias por imprimir sólo lo necesario.
Este mensaje es privado y confidencial y solamente para la persona a la que va dirigido. Si usted ha recibido este mensaje por error, no debe revelar, copiar, distribuir o usarlo en ningún sentido. Le rogamos lo comunique al remitente y borre dicho mensaje y cualquier documento adjunto que pudiera contener. No hay renuncia a la confidencialidad ni a ningún privilegio por causa de transmisión errónea o mal funcionamiento.
Los correos electrónicos no son seguros, no garantizan la confidencialidad ni la correcta recepción de los mismos, dado que pueden ser interceptados, manipulados, destruidos, llegar con demora, incompletos, o con virus. La Universidad de Salamanca no se hace responsable de las alteraciones que pudieran hacerse al mensaje una vez enviado.
04 março 2012
Exposição da colega Ruth Auler

O Espaço Cultural Albano Hartz está situado no calçadão de Novo Hamburgo (RS) e apresenta infraestrutura propícia para a realização de exposições e projeções culturais e artísticas, bem como abriga a Pinacoteca Municipal e o Espaço Aberto.
A Pinacoteca Municipal conta com espaço destinado a exposições de obras de artistas plásticos nacionais e estrangeiros.
O Espaço Aberto é voltado a exposições de artistas plásticos profissionais e iniciantes.
Endereço: Rua Osvaldo Cruz, 112 - Bairro Primavera - Novo Hamburgo - RS
Fone:(51)3581-2652.
Em abril de 2011, quando se comemora o aniversário da cidade, a ex-colega Ruth Auler participará de uma exposição, juntamente com outros sete artistas. Todos estão convidados!!!
23 fevereiro 2012
28 novembro 2011
Almoço do dia 26 de novembro de 2011 - 02
Almoço do dia 26 de novembro de 2011 - 01
Petroll - Sommer – Simone – Margot – Liane
Oderich e esposa Valdete
Em pé: Roberto Petroll, Tesche e esposa Maria Adelaide, Victor Sommer, Simone, Cebolinha, Margot, Liane, Anelise, Flávio Becker e esposa ElianaSentados: Ruth Auler, Oderich e esposa Valdete, Merengue, Mainieri
Merengue – Petroll – Oderich – Tesche – Becker - Cebolinha
Sommer – Tesche – Mainieri - Ruth
Almoço do dia 26 de novembro de 2011 - 03
15 novembro 2011
Fotos do casamento do filho mais velho da Cláudia Möller
A seguir está reproduzido o e-mail da Cláudia, que mandou algumas fotos do casamento do filho na Suíça, alguns meses atrás:
"Bom dia Cebolinha,
Não respondi porque vc sabe que para mim é muito difícil ir para o sul. Tempo e custos.
Mas caso vcs se encontrarem desejo um abençoado encontro.
Como vai vc!! Faz tempo que não nos falamos????
Caso vcs venham s eencontrar mais perto de POA me avisa, pode ser que um dia de certo.
Tivemos o casamento do nosso filho mais velho, o Chris.
Em anexo te mando algumas fotos, foi muito lindo e emocionante. O casal entrou na igraja chorando. O Carlos fez o casamento e o batizado da nosso neta Iara Helena. Numa foto estamos Carlos, eu, nosso filhos e netos, só faltou a Iara.
Grande beijo
Claudia"



"Bom dia Cebolinha,
Não respondi porque vc sabe que para mim é muito difícil ir para o sul. Tempo e custos.
Mas caso vcs se encontrarem desejo um abençoado encontro.
Como vai vc!! Faz tempo que não nos falamos????
Caso vcs venham s eencontrar mais perto de POA me avisa, pode ser que um dia de certo.
Tivemos o casamento do nosso filho mais velho, o Chris.
Em anexo te mando algumas fotos, foi muito lindo e emocionante. O casal entrou na igraja chorando. O Carlos fez o casamento e o batizado da nosso neta Iara Helena. Numa foto estamos Carlos, eu, nosso filhos e netos, só faltou a Iara.
Grande beijo
Claudia"
31 julho 2011
Encontros e reencontros pela internet
Reportagem de Patrícia Lima publicada no caderno "Donna" do jornal "Zero Hora" do dia 31 de julho de 2011 (domingo):
Memórias saem do baú para a tela do computador e ajudam a reunir de amigos de infância a colegas de colégio e faculdade que há muito não se viam
Rever, relembrar, revisitar, reviver. Reencontrar. O prefixo que transforma o significado de todos esses verbos ganhou um novo sentido em tempos de internet. Com as redes sociais fazendo parte da vida de todo o tipo de gente, os amigos de infância, os colegas do colégio, as outras crianças do bairro e todas as turmas que, em algum momento da v ida ficaram para trás, voltam a assumir papel de destaque no tempo presente.
Pela primeira vez na história, é possível libertar as memórias que pareciam trancafiadas em um baú enfeitado com felicidades, cuja chave antes permanecia inatingív el aos cuidados do tempo. Os orkuts, facebooks, twitters e todos os outros tipos de ferramentas de conectividade trouxeram para o hoje as pessoas que estavam guardadas definitivamente no ontem. É tempo de reencontrar.
Prova disso são as reuniões de velhas turmas que pipocam nas redes sociais e terminam em um encontro real de gente que há muito não se via. Basta ter tido uma história no passado, de preferência na infância ou adolescência e adicionar como amigo no Facebook (ou qualquer outra rede de relacionamento). Pronto. Depois, é só combinar data e local para rever antigos amigos e descobrir as novas pessoas que eles se tornaram.
A psicóloga Alice Peres – ela própria membro de uma turma de ex-colegas que retomou neste ano o contato – comenta que reencontrar pessoas queridas é um desejo normal e comum a praticamente todo mundo.
– A retomada de parte da história pessoal e coletiva ajuda na construção da identidade de cada um. Além disso, esses reencontros promov em resgates afetivos, trazendo de volta sentimentos de carinho e afinidade que só fazem bem – afirma.
Escritor e recentemente inebriado pela possibilidade de reencontrar amigos de outros tempos, Ruben Penz acredita que a internet é o meio mais eficiente para promover essas reuniões. Ressalta, no entanto, que contatos virtuais de nada v alem se não resultarem em um olho no olho, um abraço, uma conversa ao vivo:
– Quando revemos nossos amigos de infância, voltamos a sorrir sem máscaras, pois nos revemos naqueles rostos tão familiares. Por isso, os contatos virtuais precisam ter um desdobramento real.
Mas será sempre tão bom assim?
Ao abrir o perfil no Facebook, você depara com uma foto sua na festa junina da escola, há milênios, com aquele cabelo horrível e antes de usar o aparelho, com grande destaque no perfil de um amigo seu. Situação semelhante viveu a professora e pesquisadora da Famecos Mágda Cunha, que postou um comentário na sua página no Twitter sobre esse tipo de exposição, comum em tempos de redes sociais.
Para ela, a fronteira entre o público e o privado está borrada e é difícil saber onde ficam os limites, já que a superexposição é uma das faces da presença das pessoas em sites de relacionamento. O segredo, segundo ela, é aprender a conviver com essas mazelas. Segundo ela, esse retorno ao passado é um fenômeno capaz de remexer o presente, ou seja, o que passou torna-se atual, alterando, de alguma forma, o processo de construção da memória.
– Hoje, o compartilhamento é o que dita as regras da comunicação nas redes. Depois que nosso perfil é público, não temos mais controle total sobre ele. Temos que saber lidar com isso – completa.
Elas agitam pelo Face
Desde que se formou, em 2001, na Faculdade de Direito Ritter dos Reis, Patrícia Köbe tenta reunir os colegas de turma para reviver os momentos felizes que teve durante a graduação. Antes do Facebook, a lista era pequena. Hoje, com as amigas (e ex-colegas de curso) Rosângela Behnck, Leila Ruschel e Jaqueline Brasil, Patrícia se prepara para a festa de 10 anos de formatura, organizada quase que exclusivamente pela internet e que promete reunir colegas de todos os cantos do país para o reencontro.
Leila, que é responsável pela lista de pessoas contatadas, comenta que a felicidade de todos é grande ao ser encontrado por um antigo colega. Diz ainda que muitos se sensibilizam ao ver, nos perfis dos amigos, as fotos dos tempos de faculdade, em eventos como a Festa dos 100 Dias, a Festa dos Bichos e até a Rapadura Dançante, festa junina que ficou popular entre os estudantes. O trabalho de buscar quem se perdeu será coroado com uma reunião marcada para o dia 10 de setembro, em que todos comerão pizza e poderão saborear a companhia de gente que não se v ia há anos.
– Estamos todas ansiosas, pois vamos reencontrar pessoas que fizeram parte da nossa vida e com quem temos afinidades – diz Rosângela.
– Será uma troca de carinho e emoção – enfatiza Jaqueline.
As meninas são unânimes ao reconhecer o poder das redes sociais na promoção de reencontros como o que elas esperam viver em setembro. Para elas, o Facebook possibilitou o resgate de muitos colegas afastados e acalorou a convivência de quem já estava próximo, como é o caso das quatro amigas.
– Hoje, com o Face, nos vemos muito mais do que antes. Combinamos encontros pela rede e temos muito mais intimidade – diz Rosângela.
Algumas gostaram tanto de rever velhos conhecidos que estenderam a mania para outros grupos de convivência, extrapolando a turma da faculdade. É caso de Jaqueline, que já se reuniu com colegas de colégio e até do CTG do qual participava graças aos perfis nas redes sociais. Patrícia achou os amigos do Colégio São João, e Leila mantém contato com amigos das décadas de 197 0 e 1980. Tudo tão próximo como um clique.
Quanto mais conectados, melhor
No tempo em que e-mail era novidade, eles já cultivavam o hábito de se encontrar para relembrar os tempos de colégio. Tanto que, ao completar cinco anos de formatura no Colégio Farroupilha, em Porto Alegre, alguns poucos colegas, não mais do que 30 pessoas, conseguiram se reunir para celebrar a amizade que não se esvai com o tempo e a distância. Assim foi até a festa de 15 anos. Pouca gente, muita vontade de trazer de volta tantos outros colegas de quem se sabia muito pouco – e que faziam falta.
Até que a comemoração de 20 anos foi diferente. As redes sociais já estavam mais popularizadas, e o Facebook fez o favor de procurar e encontrar muita gente perdida. Resultado: mais de 80 pessoas, muitos que não haviam recebido sequer uma notícia dos colegas desde que deixaram a escola.
Todos conectados e com contatos mais frequentes entre si, o grupo que visita a redação de Zero Hora para dar entrevista compartilha quase uma intimidade, uma cumplicidade incomum. Guilherme, Fabiana, Renata, Isabela, João Batista, Rodrigo e Paulo Ricardo trocam brincadeiras, sorrisos, piadas, confidências até. Como nos velhos tempos.
– As redes sociais não constroem o que não existe. Tínhamos uma amizade muito forte, que foi reativada graças a esta ferramenta – afirma João.
– Nos encontros que promovemos, as pessoas se revelam, se mostram sem as máscaras. Isso é maravilhoso – diz Isabela.
– Agora que temos contato mais frequente pela internet, podemos saber da v ida dos amigos, dos filhos que nascem, as famílias que se formam. Tudo isso nos deixa com muito mais vontade de nos encontrar – revela Guilherme.
Ansiosos pelo próximo encontro presencial da turma, que ocorre no próximo dia 10, os amigos estão caprichando na conexão para garantir a presença do maior número de colegas. O grupo formado no
Facebook v irou um grande fórum em que eles postam as expectativas e os preparativos do evento, que pretende atrasar em 20 anos o relógio do tempo.
Depois de 40 anos...
Jaqueline de Nardi, aposentada de 53 anos, nunca foi muito ligada em internet. Mas precisou se render aos encantos do Facebook quando, depois da insistência de algumas amigas, entrou para um grupo formado por ex-alunas do Colégio Americano de Porto Alegre. Há dois meses ela finalmente se encontrou, pessoalmente, com amigas que não v ia há 30, 40 anos.
– Foi tão emocionante, reconheci aqueles rostos, reviv i momentos lindos do nosso passado. As broncas da diretora, as peças teatrais no palco da escola, as coisas que fazíamos juntas. Enfim, foi maravilhoso – derrete-se.
Cumplicidade e intimidade não são sentimentos que possam ser recuperados em uma noite ou depois de conversas pela internet, mas, para Jaqueline, o tempo vai se encarregar de devolver às amigas de infância o deleite dessas sensações, conquistadas somente com a convivência. Dividida entre uma fazenda em Erechim, o sítio no litoral catarinense e a casa em Porto Alegre, ela não cultiva o hábito de visitar as redes sociais diariamente. Mas tudo bem.
– Continuamos sempre em contato pelo Facebook. Não gosto de entrar todos os dias, de ficar sempre conectada. Mas o pouco tempo que dedico à internet é suficiente para manter v iv a nossa relação – garante.
Eles querem ter um milhão de amigos – ou quase
– Vamos chamar a Norma!
Era com a ameaça de chamar a coordenadora pedagógica do Colégio Champagnat que a repórter conseguia a atenção do grupo por alguns segundos. Era preciso fazer a entrevista. Lançava-se uma pergunta qualquer e todos se punham a responder. Duas, três palavras correspondentes ao assunto proposto e... pronto. O papo já voltava a ser sobre os tempos da escola, colegas, professores, festas, transgressões, aprovações, reprovações, enfim, as vivências saboreadas na tenra juventude do grupo que se reuniu à mesa de um bar, a convite de Donna, para falar sobre sua relação virtual e real.
Ex-alunos do Champagnat na década de 1990, eles queriam se reencontrar. Tentaram de muitas formas, usando telefone, e-mail, buscando pelo Google. Mas foi com o Facebook que eles acharam a medida para matar a saudade dos velhos tempos e a coragem de abraçar o passado e viver coisas novas com gente que havia ficado no passado. Para muitos que estão ali naquela mesa, esta é a primeira vez. Outros já estão se acostumando com o frio na barriga que dá o reencontro.
Entusiasta da iniciativa, Daniel Ribeiro continua procurando. Já encontrou centenas de colegas, mas quer mais. Quer achar, achar e achar as gentes que povoaram o seu passado.
– Esses momentos nos trazem saudade, nos devolvem memórias. São muito especiais – diz.
– E, além do mais, é muito divertido. É o máximo ver as mudanças das pessoas, as transformações. Assim vemos como mudamos também – afirma Ana Kátia de Souza.
– Bah, eu dancei lambada com a professora mais casca do colégio... – dispara Carlos de Souza, deixando para trás o tema da entrevista, mais uma vez.
– Não quero abandonar nunca esses amigos, tanto ao vivo quanto pelas redes sociais – sentencia Karina Santander.
Assim, com um bloco recheado de lembranças, a reportagem de Donna deixa a mesa do bar, que a esta altura já está tomada por uma nostalgia diferente. Os colegas ficam. E riem, contam, lembram. Nesse momento, nem a temida Norma poderia interrompê-los.
Memórias saem do baú para a tela do computador e ajudam a reunir de amigos de infância a colegas de colégio e faculdade que há muito não se viam
Rever, relembrar, revisitar, reviver. Reencontrar. O prefixo que transforma o significado de todos esses verbos ganhou um novo sentido em tempos de internet. Com as redes sociais fazendo parte da vida de todo o tipo de gente, os amigos de infância, os colegas do colégio, as outras crianças do bairro e todas as turmas que, em algum momento da v ida ficaram para trás, voltam a assumir papel de destaque no tempo presente.
Pela primeira vez na história, é possível libertar as memórias que pareciam trancafiadas em um baú enfeitado com felicidades, cuja chave antes permanecia inatingív el aos cuidados do tempo. Os orkuts, facebooks, twitters e todos os outros tipos de ferramentas de conectividade trouxeram para o hoje as pessoas que estavam guardadas definitivamente no ontem. É tempo de reencontrar.
Prova disso são as reuniões de velhas turmas que pipocam nas redes sociais e terminam em um encontro real de gente que há muito não se via. Basta ter tido uma história no passado, de preferência na infância ou adolescência e adicionar como amigo no Facebook (ou qualquer outra rede de relacionamento). Pronto. Depois, é só combinar data e local para rever antigos amigos e descobrir as novas pessoas que eles se tornaram.
A psicóloga Alice Peres – ela própria membro de uma turma de ex-colegas que retomou neste ano o contato – comenta que reencontrar pessoas queridas é um desejo normal e comum a praticamente todo mundo.
– A retomada de parte da história pessoal e coletiva ajuda na construção da identidade de cada um. Além disso, esses reencontros promov em resgates afetivos, trazendo de volta sentimentos de carinho e afinidade que só fazem bem – afirma.
Escritor e recentemente inebriado pela possibilidade de reencontrar amigos de outros tempos, Ruben Penz acredita que a internet é o meio mais eficiente para promover essas reuniões. Ressalta, no entanto, que contatos virtuais de nada v alem se não resultarem em um olho no olho, um abraço, uma conversa ao vivo:
– Quando revemos nossos amigos de infância, voltamos a sorrir sem máscaras, pois nos revemos naqueles rostos tão familiares. Por isso, os contatos virtuais precisam ter um desdobramento real.
Mas será sempre tão bom assim?
Ao abrir o perfil no Facebook, você depara com uma foto sua na festa junina da escola, há milênios, com aquele cabelo horrível e antes de usar o aparelho, com grande destaque no perfil de um amigo seu. Situação semelhante viveu a professora e pesquisadora da Famecos Mágda Cunha, que postou um comentário na sua página no Twitter sobre esse tipo de exposição, comum em tempos de redes sociais.
Para ela, a fronteira entre o público e o privado está borrada e é difícil saber onde ficam os limites, já que a superexposição é uma das faces da presença das pessoas em sites de relacionamento. O segredo, segundo ela, é aprender a conviver com essas mazelas. Segundo ela, esse retorno ao passado é um fenômeno capaz de remexer o presente, ou seja, o que passou torna-se atual, alterando, de alguma forma, o processo de construção da memória.
– Hoje, o compartilhamento é o que dita as regras da comunicação nas redes. Depois que nosso perfil é público, não temos mais controle total sobre ele. Temos que saber lidar com isso – completa.
Elas agitam pelo Face
Desde que se formou, em 2001, na Faculdade de Direito Ritter dos Reis, Patrícia Köbe tenta reunir os colegas de turma para reviver os momentos felizes que teve durante a graduação. Antes do Facebook, a lista era pequena. Hoje, com as amigas (e ex-colegas de curso) Rosângela Behnck, Leila Ruschel e Jaqueline Brasil, Patrícia se prepara para a festa de 10 anos de formatura, organizada quase que exclusivamente pela internet e que promete reunir colegas de todos os cantos do país para o reencontro.
Leila, que é responsável pela lista de pessoas contatadas, comenta que a felicidade de todos é grande ao ser encontrado por um antigo colega. Diz ainda que muitos se sensibilizam ao ver, nos perfis dos amigos, as fotos dos tempos de faculdade, em eventos como a Festa dos 100 Dias, a Festa dos Bichos e até a Rapadura Dançante, festa junina que ficou popular entre os estudantes. O trabalho de buscar quem se perdeu será coroado com uma reunião marcada para o dia 10 de setembro, em que todos comerão pizza e poderão saborear a companhia de gente que não se v ia há anos.
– Estamos todas ansiosas, pois vamos reencontrar pessoas que fizeram parte da nossa vida e com quem temos afinidades – diz Rosângela.
– Será uma troca de carinho e emoção – enfatiza Jaqueline.
As meninas são unânimes ao reconhecer o poder das redes sociais na promoção de reencontros como o que elas esperam viver em setembro. Para elas, o Facebook possibilitou o resgate de muitos colegas afastados e acalorou a convivência de quem já estava próximo, como é o caso das quatro amigas.
– Hoje, com o Face, nos vemos muito mais do que antes. Combinamos encontros pela rede e temos muito mais intimidade – diz Rosângela.
Algumas gostaram tanto de rever velhos conhecidos que estenderam a mania para outros grupos de convivência, extrapolando a turma da faculdade. É caso de Jaqueline, que já se reuniu com colegas de colégio e até do CTG do qual participava graças aos perfis nas redes sociais. Patrícia achou os amigos do Colégio São João, e Leila mantém contato com amigos das décadas de 197 0 e 1980. Tudo tão próximo como um clique.
Quanto mais conectados, melhor
No tempo em que e-mail era novidade, eles já cultivavam o hábito de se encontrar para relembrar os tempos de colégio. Tanto que, ao completar cinco anos de formatura no Colégio Farroupilha, em Porto Alegre, alguns poucos colegas, não mais do que 30 pessoas, conseguiram se reunir para celebrar a amizade que não se esvai com o tempo e a distância. Assim foi até a festa de 15 anos. Pouca gente, muita vontade de trazer de volta tantos outros colegas de quem se sabia muito pouco – e que faziam falta.
Até que a comemoração de 20 anos foi diferente. As redes sociais já estavam mais popularizadas, e o Facebook fez o favor de procurar e encontrar muita gente perdida. Resultado: mais de 80 pessoas, muitos que não haviam recebido sequer uma notícia dos colegas desde que deixaram a escola.
Todos conectados e com contatos mais frequentes entre si, o grupo que visita a redação de Zero Hora para dar entrevista compartilha quase uma intimidade, uma cumplicidade incomum. Guilherme, Fabiana, Renata, Isabela, João Batista, Rodrigo e Paulo Ricardo trocam brincadeiras, sorrisos, piadas, confidências até. Como nos velhos tempos.
– As redes sociais não constroem o que não existe. Tínhamos uma amizade muito forte, que foi reativada graças a esta ferramenta – afirma João.
– Nos encontros que promovemos, as pessoas se revelam, se mostram sem as máscaras. Isso é maravilhoso – diz Isabela.
– Agora que temos contato mais frequente pela internet, podemos saber da v ida dos amigos, dos filhos que nascem, as famílias que se formam. Tudo isso nos deixa com muito mais vontade de nos encontrar – revela Guilherme.
Ansiosos pelo próximo encontro presencial da turma, que ocorre no próximo dia 10, os amigos estão caprichando na conexão para garantir a presença do maior número de colegas. O grupo formado no
Facebook v irou um grande fórum em que eles postam as expectativas e os preparativos do evento, que pretende atrasar em 20 anos o relógio do tempo.
Depois de 40 anos...
Jaqueline de Nardi, aposentada de 53 anos, nunca foi muito ligada em internet. Mas precisou se render aos encantos do Facebook quando, depois da insistência de algumas amigas, entrou para um grupo formado por ex-alunas do Colégio Americano de Porto Alegre. Há dois meses ela finalmente se encontrou, pessoalmente, com amigas que não v ia há 30, 40 anos.
– Foi tão emocionante, reconheci aqueles rostos, reviv i momentos lindos do nosso passado. As broncas da diretora, as peças teatrais no palco da escola, as coisas que fazíamos juntas. Enfim, foi maravilhoso – derrete-se.
Cumplicidade e intimidade não são sentimentos que possam ser recuperados em uma noite ou depois de conversas pela internet, mas, para Jaqueline, o tempo vai se encarregar de devolver às amigas de infância o deleite dessas sensações, conquistadas somente com a convivência. Dividida entre uma fazenda em Erechim, o sítio no litoral catarinense e a casa em Porto Alegre, ela não cultiva o hábito de visitar as redes sociais diariamente. Mas tudo bem.
– Continuamos sempre em contato pelo Facebook. Não gosto de entrar todos os dias, de ficar sempre conectada. Mas o pouco tempo que dedico à internet é suficiente para manter v iv a nossa relação – garante.
Eles querem ter um milhão de amigos – ou quase
– Vamos chamar a Norma!
Era com a ameaça de chamar a coordenadora pedagógica do Colégio Champagnat que a repórter conseguia a atenção do grupo por alguns segundos. Era preciso fazer a entrevista. Lançava-se uma pergunta qualquer e todos se punham a responder. Duas, três palavras correspondentes ao assunto proposto e... pronto. O papo já voltava a ser sobre os tempos da escola, colegas, professores, festas, transgressões, aprovações, reprovações, enfim, as vivências saboreadas na tenra juventude do grupo que se reuniu à mesa de um bar, a convite de Donna, para falar sobre sua relação virtual e real.
Ex-alunos do Champagnat na década de 1990, eles queriam se reencontrar. Tentaram de muitas formas, usando telefone, e-mail, buscando pelo Google. Mas foi com o Facebook que eles acharam a medida para matar a saudade dos velhos tempos e a coragem de abraçar o passado e viver coisas novas com gente que havia ficado no passado. Para muitos que estão ali naquela mesa, esta é a primeira vez. Outros já estão se acostumando com o frio na barriga que dá o reencontro.
Entusiasta da iniciativa, Daniel Ribeiro continua procurando. Já encontrou centenas de colegas, mas quer mais. Quer achar, achar e achar as gentes que povoaram o seu passado.
– Esses momentos nos trazem saudade, nos devolvem memórias. São muito especiais – diz.
– E, além do mais, é muito divertido. É o máximo ver as mudanças das pessoas, as transformações. Assim vemos como mudamos também – afirma Ana Kátia de Souza.
– Bah, eu dancei lambada com a professora mais casca do colégio... – dispara Carlos de Souza, deixando para trás o tema da entrevista, mais uma vez.
– Não quero abandonar nunca esses amigos, tanto ao vivo quanto pelas redes sociais – sentencia Karina Santander.
Assim, com um bloco recheado de lembranças, a reportagem de Donna deixa a mesa do bar, que a esta altura já está tomada por uma nostalgia diferente. Os colegas ficam. E riem, contam, lembram. Nesse momento, nem a temida Norma poderia interrompê-los.
19 junho 2011
Capa de livro organizado pelo colega Leomar Tesche
O Tesche pediu para acrescentar que a capa do livro foi desenhada pela nossa colega Ruth Auler, que sempre que possível tem se dedicado à pintura. Eu já postei algumas fotos dos quadros da Ruth no blog, mas não lembro quando!!
Se alguém estiver interessado em adquirir o livro, é só entrar em contato com ele ou comigo, pois eu retransmito a encomenda para ele! Se tudo der certo, estarei na Feira do Livro para colher o autógrafo dele!!
Turnen - Transformações de uma cultura corporal europeia na América
Se alguém estiver interessado em adquirir o livro, é só entrar em contato com ele ou comigo, pois eu retransmito a encomenda para ele! Se tudo der certo, estarei na Feira do Livro para colher o autógrafo dele!!
Turnen - Transformações de uma cultura corporal europeia na América
08 junho 2011
Sinodal, 75 anos de história
13 março 2011
Jantar no Galpão Crioulo - POA - 18-12-2010
Na noite de 19 de dezembro de 2010, domingo, na Igreja da Reconciliação, Paróquia Matriz, em Porto Alegre, foi realizado o Culto de Investidura da Presidência da Igreja de Confissão Luterana no Brasil (gestão 2011-2014), quando o esposo de nossa ex-colega Claudia, o pastor Carlos Augusto Möller foi investido no cargo de Pastor 1º Vice-Presidente. Na noite anterior, Claudia, Carlos e os filhos Martin e Mathias foram jantar no Galpão Crioulo, acompanhados por mim. A Churrascaria Galpão Crioulo, localizada no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, é um local que pretende apresentar aos turistas e aos gaúchso a cultura do Rio Grande do Sul e as Tradições Gaúchas. Aqui é possível ver a perícia do garçom ao servir os corações de galinha!!
20 novembro 2010
52 Histórias Que Não Acabaram: agrônomo exposto a agrotóxicos se livrou dos venenos
Agrônomo exposto a agrotóxicos se livrou dos venenos
Na década de 1980, Udo Schmiedt se expôs à contaminação por agrotóxicos quando vistoriava lavouras de soja e regulava as máquinas pulverizadoras. Depois do perigo, passou a trabalhar com paisagismo, floricultura e geração de energias alternativas não poluentes
Reportagem publicada no jornal "Zero Hora" por Nilson Mariano - dia 20.11.2010 (sábado)
Nuvens de agrotóxicos pairavam sobre as lavouras de soja, exterminando as lagartas e os percevejos que ameaçavam as colheitas — e os passarinhos também. Agricultores eram hospitalizados, babando e de olhos esgazeados, após borrifar defensivos nas plantações. Alguns morreram, na agonia de tremores e suores, deixando viúvas e órfãos. No front dessa guerra química, por ser um engenheiro agrônomo de campo, Udo Werner Schmiedt receou não sobreviver.
Em 1985, aos 28 anos, Udo resolveu afastar-se das campinas bombardeadas por venenos da classe dos fosforados. Abismou-se ao constatar que uma pesquisa feita com 84 trabalhadores rurais de Colorado, na região Noroeste, por meio de análise de sangue, apontou contaminação em 22,61% deles. Quatro anos depois, selou o rompimento ao estudar agricultura tropical na Alemanha. Logo emendou um mestrado na Inglaterra, onde investigou os efeitos perniciosos do herbicida trifluralina.
De volta a Não-Me-Toque, onde nasceu e mora, Udo começou a produzir mudas de hortaliças, livres de agrotóxicos. Abriu uma floricultura, passou a utilizar os conhecimentos de Agronomia — cursada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) — em projetos de ajardinamento e paisagismo. Na terça-feira, foi a Carazinho para embelezar a fazenda de um criador de cavalos. Uma das novidades será uma alameda, guarnecida por coqueiros alinhados simetricamente, que conduzirá ao casarão do estancieiro.
Udo também se dedica a fontes de energia alternativa, acionadas pela força do vento, da água e do sol. Obviamente, nenhuma delas pode atentar contra a natureza. No momento, está oferecendo um plano eólico com um cata-vento de 12 metros de altura e 150 quilos de peso, que gera 2 kW por hora. São 500 kW por mês, sem agredir a camada de ozônio ou agravar o efeito estufa, o suficiente para abastecer um pequeno edifício.
— Agora estou fazendo o que gosto, e preservando a minha saúde e o ambiente — ressalta o agrônomo.
Não era assim antes. Durante nove anos, Udo foi exposto à neblina mortífera de agrotóxicos posteriormente vetados. Pegou a fase final dos clorados, depois padeceu com o auge dos fosforados, na década de 1980. Como atuava por uma cooperativa, tinha de examinar as máquinas de aspergir venenos e as lavouras dos produtores associados.
Proteção não era confiável
Arriscava-se tanto — ou mais — quanto os agricultores. Duas ou três vezes por semana, regulava a vazão dos bicos (pequenas torneiras) das pulverizadoras que são tracionadas por tratores. Devia garantir que a mistura — tipo um litro de biocida para 200 litros de água — fosse distribuída uniformemente. Udo apavorou-se quando viu um agricultor desobstruir um dos bicos da regadora soprando o furinho com a própria boca.
— As pessoas ignoravam o perigo que corriam — lembra.
Uma das missões mais temidas era vistoriar a lavoura após a pulverização. Três dias depois, Udo entrava de botas de couro e macacão de brim na plantação ainda fumegante, para conferir se os insetos tinham sido mesmo eliminados. Sentia que o solo recendia a veneno, partículas químicas flutuavam, o bafio silencioso da morte não se dispersara.
O nariz de Udo impregnava-se. Bastava andar de carro pelas estradinhas rurais, a serviço da cooperativa, para aspirar as emanações provenientes dos cultivos. A única maneira de se proteger seria andar num escafandro, desses de mergulhar nos abissais do oceano, porque as máscaras disponíveis não eram seguras.
A morbidez dos pesticidas é passado. Atualmente, Udo cuida da floricultura, de cata-ventos e de baterias solares. Também faz ações comunitárias, como presidente dos conselhos do Meio Ambiente e de Segurança Pública de Não-Me-Toque. Está alarmado com outra praga, talvez mais devastadora que os agrotóxicos: o crack. Há cinco anos, a droga convulsiona a cidade com furtos e assaltos. É o novo desafio de Udo.
Em Não-Me-Toque, onde nasceu e mora, Udo Werner Schmiedt abriu uma floricultura e se ocupa de projetos que não agridem o ambiente
Foto:Jean Schwarz
Ver vídeo sobre a reportagem no link entre parênteses - copiar e colar: (http://www.facebook.com/video/video.php?v=1354369359272&oid=435762165415&comments&ref=mf)
Na década de 1980, Udo Schmiedt se expôs à contaminação por agrotóxicos quando vistoriava lavouras de soja e regulava as máquinas pulverizadoras. Depois do perigo, passou a trabalhar com paisagismo, floricultura e geração de energias alternativas não poluentes
Reportagem publicada no jornal "Zero Hora" por Nilson Mariano - dia 20.11.2010 (sábado)
Nuvens de agrotóxicos pairavam sobre as lavouras de soja, exterminando as lagartas e os percevejos que ameaçavam as colheitas — e os passarinhos também. Agricultores eram hospitalizados, babando e de olhos esgazeados, após borrifar defensivos nas plantações. Alguns morreram, na agonia de tremores e suores, deixando viúvas e órfãos. No front dessa guerra química, por ser um engenheiro agrônomo de campo, Udo Werner Schmiedt receou não sobreviver.
Em 1985, aos 28 anos, Udo resolveu afastar-se das campinas bombardeadas por venenos da classe dos fosforados. Abismou-se ao constatar que uma pesquisa feita com 84 trabalhadores rurais de Colorado, na região Noroeste, por meio de análise de sangue, apontou contaminação em 22,61% deles. Quatro anos depois, selou o rompimento ao estudar agricultura tropical na Alemanha. Logo emendou um mestrado na Inglaterra, onde investigou os efeitos perniciosos do herbicida trifluralina.
De volta a Não-Me-Toque, onde nasceu e mora, Udo começou a produzir mudas de hortaliças, livres de agrotóxicos. Abriu uma floricultura, passou a utilizar os conhecimentos de Agronomia — cursada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) — em projetos de ajardinamento e paisagismo. Na terça-feira, foi a Carazinho para embelezar a fazenda de um criador de cavalos. Uma das novidades será uma alameda, guarnecida por coqueiros alinhados simetricamente, que conduzirá ao casarão do estancieiro.
Udo também se dedica a fontes de energia alternativa, acionadas pela força do vento, da água e do sol. Obviamente, nenhuma delas pode atentar contra a natureza. No momento, está oferecendo um plano eólico com um cata-vento de 12 metros de altura e 150 quilos de peso, que gera 2 kW por hora. São 500 kW por mês, sem agredir a camada de ozônio ou agravar o efeito estufa, o suficiente para abastecer um pequeno edifício.
— Agora estou fazendo o que gosto, e preservando a minha saúde e o ambiente — ressalta o agrônomo.
Não era assim antes. Durante nove anos, Udo foi exposto à neblina mortífera de agrotóxicos posteriormente vetados. Pegou a fase final dos clorados, depois padeceu com o auge dos fosforados, na década de 1980. Como atuava por uma cooperativa, tinha de examinar as máquinas de aspergir venenos e as lavouras dos produtores associados.
Proteção não era confiável
Arriscava-se tanto — ou mais — quanto os agricultores. Duas ou três vezes por semana, regulava a vazão dos bicos (pequenas torneiras) das pulverizadoras que são tracionadas por tratores. Devia garantir que a mistura — tipo um litro de biocida para 200 litros de água — fosse distribuída uniformemente. Udo apavorou-se quando viu um agricultor desobstruir um dos bicos da regadora soprando o furinho com a própria boca.
— As pessoas ignoravam o perigo que corriam — lembra.
Uma das missões mais temidas era vistoriar a lavoura após a pulverização. Três dias depois, Udo entrava de botas de couro e macacão de brim na plantação ainda fumegante, para conferir se os insetos tinham sido mesmo eliminados. Sentia que o solo recendia a veneno, partículas químicas flutuavam, o bafio silencioso da morte não se dispersara.
O nariz de Udo impregnava-se. Bastava andar de carro pelas estradinhas rurais, a serviço da cooperativa, para aspirar as emanações provenientes dos cultivos. A única maneira de se proteger seria andar num escafandro, desses de mergulhar nos abissais do oceano, porque as máscaras disponíveis não eram seguras.
A morbidez dos pesticidas é passado. Atualmente, Udo cuida da floricultura, de cata-ventos e de baterias solares. Também faz ações comunitárias, como presidente dos conselhos do Meio Ambiente e de Segurança Pública de Não-Me-Toque. Está alarmado com outra praga, talvez mais devastadora que os agrotóxicos: o crack. Há cinco anos, a droga convulsiona a cidade com furtos e assaltos. É o novo desafio de Udo.
Em Não-Me-Toque, onde nasceu e mora, Udo Werner Schmiedt abriu uma floricultura e se ocupa de projetos que não agridem o ambienteFoto:Jean Schwarz
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