13 março 2011

Fotografias antigas



Fotografias antigas




Fotografias antigas




Jantar em dezembro de 2010




Jantar no Galpão Crioulo - Sábado - 18/12/2010



Jantar no Galpão Crioulo - POA - 18-12-2010

Na noite de 19 de dezembro de 2010, domingo, na Igreja da Reconciliação, Paróquia Matriz, em Porto Alegre, foi realizado o Culto de Investidura da Presidência da Igreja de Confissão Luterana no Brasil (gestão 2011-2014), quando o esposo de nossa ex-colega Claudia, o pastor Carlos Augusto Möller foi investido no cargo de Pastor 1º Vice-Presidente. Na noite anterior, Claudia, Carlos e os filhos Martin e Mathias foram jantar no Galpão Crioulo, acompanhados por mim. A Churrascaria Galpão Crioulo, localizada no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, é um local que pretende apresentar aos turistas e aos gaúchso a cultura do Rio Grande do Sul e as Tradições Gaúchas. Aqui é possível ver a perícia do garçom ao servir os corações de galinha!!

20 novembro 2010

52 Histórias Que Não Acabaram: agrônomo exposto a agrotóxicos se livrou dos venenos

Agrônomo exposto a agrotóxicos se livrou dos venenos
Na década de 1980, Udo Schmiedt se expôs à contaminação por agrotóxicos quando vistoriava lavouras de soja e regulava as máquinas pulverizadoras. Depois do perigo, passou a trabalhar com paisagismo, floricultura e geração de energias alternativas não poluentes
Reportagem publicada no jornal "Zero Hora" por Nilson Mariano - dia 20.11.2010 (sábado)
Nuvens de agrotóxicos pairavam sobre as lavouras de soja, exterminando as lagartas e os percevejos que ameaçavam as colheitas — e os passarinhos também. Agricultores eram hospitalizados, babando e de olhos esgazeados, após borrifar defensivos nas plantações. Alguns morreram, na agonia de tremores e suores, deixando viúvas e órfãos. No front dessa guerra química, por ser um engenheiro agrônomo de campo, Udo Werner Schmiedt receou não sobreviver.
Em 1985, aos 28 anos, Udo resolveu afastar-se das campinas bombardeadas por venenos da classe dos fosforados. Abismou-se ao constatar que uma pesquisa feita com 84 trabalhadores rurais de Colorado, na região Noroeste, por meio de análise de sangue, apontou contaminação em 22,61% deles. Quatro anos depois, selou o rompimento ao estudar agricultura tropical na Alemanha. Logo emendou um mestrado na Inglaterra, onde investigou os efeitos perniciosos do herbicida trifluralina.
De volta a Não-Me-Toque, onde nasceu e mora, Udo começou a produzir mudas de hortaliças, livres de agrotóxicos. Abriu uma floricultura, passou a utilizar os conhecimentos de Agronomia — cursada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) — em projetos de ajardinamento e paisagismo. Na terça-feira, foi a Carazinho para embelezar a fazenda de um criador de cavalos. Uma das novidades será uma alameda, guarnecida por coqueiros alinhados simetricamente, que conduzirá ao casarão do estancieiro.
Udo também se dedica a fontes de energia alternativa, acionadas pela força do vento, da água e do sol. Obviamente, nenhuma delas pode atentar contra a natureza. No momento, está oferecendo um plano eólico com um cata-vento de 12 metros de altura e 150 quilos de peso, que gera 2 kW por hora. São 500 kW por mês, sem agredir a camada de ozônio ou agravar o efeito estufa, o suficiente para abastecer um pequeno edifício.
— Agora estou fazendo o que gosto, e preservando a minha saúde e o ambiente — ressalta o agrônomo.
Não era assim antes. Durante nove anos, Udo foi exposto à neblina mortífera de agrotóxicos posteriormente vetados. Pegou a fase final dos clorados, depois padeceu com o auge dos fosforados, na década de 1980. Como atuava por uma cooperativa, tinha de examinar as máquinas de aspergir venenos e as lavouras dos produtores associados.
Proteção não era confiável
Arriscava-se tanto — ou mais — quanto os agricultores. Duas ou três vezes por semana, regulava a vazão dos bicos (pequenas torneiras) das pulverizadoras que são tracionadas por tratores. Devia garantir que a mistura — tipo um litro de biocida para 200 litros de água — fosse distribuída uniformemente. Udo apavorou-se quando viu um agricultor desobstruir um dos bicos da regadora soprando o furinho com a própria boca.
— As pessoas ignoravam o perigo que corriam — lembra.
Uma das missões mais temidas era vistoriar a lavoura após a pulverização. Três dias depois, Udo entrava de botas de couro e macacão de brim na plantação ainda fumegante, para conferir se os insetos tinham sido mesmo eliminados. Sentia que o solo recendia a veneno, partículas químicas flutuavam, o bafio silencioso da morte não se dispersara.
O nariz de Udo impregnava-se. Bastava andar de carro pelas estradinhas rurais, a serviço da cooperativa, para aspirar as emanações provenientes dos cultivos. A única maneira de se proteger seria andar num escafandro, desses de mergulhar nos abissais do oceano, porque as máscaras disponíveis não eram seguras.
A morbidez dos pesticidas é passado. Atualmente, Udo cuida da floricultura, de cata-ventos e de baterias solares. Também faz ações comunitárias, como presidente dos conselhos do Meio Ambiente e de Segurança Pública de Não-Me-Toque. Está alarmado com outra praga, talvez mais devastadora que os agrotóxicos: o crack. Há cinco anos, a droga convulsiona a cidade com furtos e assaltos. É o novo desafio de Udo.
Em Não-Me-Toque, onde nasceu e mora, Udo Werner Schmiedt abriu uma floricultura e se ocupa de projetos que não agridem o ambiente
Foto:Jean Schwarz
Ver vídeo sobre a reportagem no link entre parênteses - copiar e colar: (http://www.facebook.com/video/video.php?v=1354369359272&oid=435762165415&comments&ref=mf)

15 novembro 2010

Visita à ermida de Dom Bosco (Brasília) - 7 de novembro de 2010




A Ermida de Dom Bosco é uma pequena capela construída em homenagem ao homem que lhe dá nome e que foi beatificado pelo Papa em 1962. Tem a forma de uma pirâmide de base inclinada, é revestida em mármore branco e possui uma cruz metálica no topo. Foi projetada por Oscar Niemeyer e construída sobre uma plataforma de lajes às margens do Lago Paranoá.
Tem uma tipologia moderna, mas é um monumento bem simples, sem muitos ornamentos. Inaugurado em 4 de maio de 1957, o local é o primeiro templo de Brasília e oferece uma vista privilegiada de todo o Plano Piloto, com destaque para o Palácio da Alvorada, o Eixo Monumental e a Esplanada dos Ministérios.
Sua localização não é aleatória. Está no ponto de passagem do paralelo 15º, com o qual Dom Bosco teria sonhado em 1883. No sonho, ele via que entre os paralelos 15º e 20º estaria situada a capital brasileira. Dentro do templo, está a imagem do profeta esculpida em mármore pelos irmãos Arreghini, da Itália, trazida em uma procissão fluvial em 1962.

11 dezembro 2009

O trem das onze e cinquenta e dois

Crônica de Martha Medeiros publicada no jornal "Zero Hora" do dia 9 de dezembro de 2009 (quarta-feira):

Eu já tinha a crônica de hoje pronta. Era sobre o atraso da classe política e sobre a nossa imobilidade diante da corrupção, mas me incomodava a sensação de estar chovendo no molhado. Foi então que li ontem na Zero Hora um depoimento sobre outro tipo de atraso, feito pela torrense Nilda de Jesus Silva, que declarou: “Estranho os jovens se atrasarem para a prova do Enem. Se fosse jogo de futebol, estariam esperando por várias horas, e para shows, vão para as filas dois ou três dias antes, mas quando o assunto é colégio...”. Acabei postando o texto sobre corrupção no meu blog e resolvi dedicar esta coluna à observação perspicaz da Nilda.
Costumo dizer que sou a pessoa mais impontual que conheço: chego sempre 10 minutos antes do horário, e às vezes espero dentro do carro até que os minutos passem, a fim de não ficar sozinha na mesa do restaurante ou mofando na sala de espera. Mas como os manuais de segurança pública não recomendam que se fique dentro de um carro estacionado, acabo exercitando minha paciência em mesas de restaurantes e salas de espera, fazer o quê? Sem falar em quando me esforço em chegar numa festa um pouco depois do que pede o convite, e mesmo assim pego o anfitrião ainda no banho.
Porém, em dia de prova de vestibular, exame para carteira de motorista, cirurgia com hora marcada, audiência com o juiz e reunião secreta para receber propina, atrasos são injustificáveis. Você pode ter dificuldade de ser honesto, mas nada é mais fácil do que ser pontual. A palavra imprevisto não existe para quem tem um compromisso que pode mudar a vida. Telefones tocam quando você está com a chave na porta, o elevador enguiça, o trânsito congestiona. Acontece. Mas isso nunca é problema para quem costuma sair de casa com o mesmo fanatismo de quem deseja assistir à Madonna na fila do gargarejo, ou seja, com antecedência suficiente.
Escrevi a palavra fanatismo e senti um mal-estar: será que virei uma aiatolá do relógio? Não, nem poderia: a cultura local não incentiva o radicalismo quando o assunto é pontualidade. Já estou habituada a esperar pela noiva na igreja, pela decolagem dos voos e pela entrega do marcineiro, sempre com um sorriso no rosto, sem reclamar, sem rogar praga. Aproveito o tempo de espera para sonhar acordada. Abstraio e me visualizo numa estação ferroviária de Paris, com um bilhete na mão para viajar para Amsterdã no trem que sairá às 11h52min. Entro no meu vagão (às 11h42min, lógico), me acomodo no meu assento, pego uma revista e desfruto 10 minutos de uma paz que só a segurança oferece. Minha confiança e meu humor não sofrerão abalos. Então, exatamente às 11h52min, o trem parte e eu confirmo que nada pode ser mais moderno e pró-eficiente do que cumprir o combinado.
Isso também valeria para a classe política, não fosse outro sonho.

07 dezembro 2009

Colégio Sinodal - Matemática é arte em São Leopoldo

Projeto desenvolvido com alunos do 3º ano no Colégio Sinodal facilita entendimento da matériaCom a ajuda de um programa de computador, estudantes do Colégio Sinodal, de São Leopoldo, estão transformando equações matemáticas em arte.
Ao perceber que aquelas retas, curvas e circunferências podem ganhar cor e vida útil, os estudantes se impressionam. Participa quem quer. Porém, mesmo aqueles que preferem ficar longe dos números começam a enxergar a matéria com simpatia.
– Eu não gostava de matemática, mas quando vi o que poderia ser feito comecei a pensar diferente – revela Júlia Lewgoy Martini, 17 anos.
A iniciativa é do professor Marcelio Diogo, que foi apresentado ao software Graphequation nas aulas de mestrado, na UFRGS. O programa de computador tinha uma outra finalidade, mas ele resolveu adequá-lo à sala de aula.
O projeto é baseado na reprodução de imagens. São desenhos, personagens e até obras de arte. Com o auxílio do programa e de fórmulas matemáticas, cada quadro é reconstruído. O estudante tem de calcular uma média de 650 equações. Júlia, por exemplo, levou 30 dias para finalizar o trabalho.
– É um trabalho que exige dedicação. As equações têm de ser descobertas. O mais importante é que os alunos podem perceber que funciona. A dificuldade é justamente aproximar a matemática de algo que seja útil mas, assim que eles enxergam na reprodução de um quadro o conteúdo de sala de aula, se interessam – conta o professor.
As reproduções estão expostas na escola ao lado das figuras originais, aguçando a imaginação de alunos que ainda não participam do projeto.
– Como sou aluna do 2º ano, ainda não entendi o mecanismo, mas achei extraordinário – diz Letícia Rech.
Letícia Barbieri - São Leopoldo

Muitos cálculos para transformar números em figuras
- Todo o trabalho é feito no software Graphequation. Ele apresenta ao estudante um plano cartesiano, com uma reta horizontal, que forma o eixo X, e uma reta vertical, que forma o eixo Y. Para a execução, é utilizada uma escala em centímetros.
- Cada região da figura é determinada a partir de equações e inequações matemáticas trabalhadas em sala de aula. As regiões são formadas por circunferências, retas, elipses e arcos.
- Com uma régua e uma gravura impressa em mãos, o estudante determina os pontos importantes do desenho.
- Depois de medir no papel, digita no computador a fórmula da equação (que forma os traços) e da inequação (que forma uma região), e a figura aparece na tela.
- Para inserir uma circunferência, por exemplo, ele precisa medir o centro e o raio.
- Para inserir uma reta, precisa determinar e calcular a operação a partir de dois pontos.
- Para uma elipse, é preciso verificar o centro e o tamanho dos semieixos.
- Cerca de 600 equações chegam a ser feitas para refazer a gravura original.